sexta-feira, 26 de junho de 2009

Mulheres

Não sei exatamente se é uma falha na memória, algum tipo de bloqueio ou se realmente não aconteceu, mas não me recordo de cenas nas quais fui alvo da intimidação feminina, proposital ou não.
Sem me sentir superior ou algo do tipo, a questão é que alimento tamanho respeito e admiração pelo gênero que não acho possível confrontá-las ou medir suas virtudes e defeitos.
Creio que muito desse modo de me relacionar com as mulheres se deve ao fato de minha criação ter se dado em meio a um ambiente repleto de incisões do planeta feminino.
Apesar de fazer parte de famílias com características típicas patriarcais, sempre participei dos “bastidores do poder”. Muito observador, eu vivia na casa de tias, avós, em casa com a empregada doméstica, na empresa de meu pai entre uma sala e outra, constantemente cercado por mulheres dos mais diferentes tipos, estilos, idades, planos, pensamentos, atitudes.
Com este convívio passei a enxergar a força, o jogo de cintura e o real poder do sexo feminino como um todo e, em especial, dentro de minha família. Minha ambientação nestes círculos foi desde o início desapercebida por todas as partes, com naturalidade realmente espontânea.
Acredito ser este o motivo pelo qual não me sinto constrangido, intimidado ou busco me exibir superior na presença de mulheres, quantas ou quaisquer que foram suas ligações comigo. Simplesmente as amo em todos os aspectos, incondicionalmente.

3 comentários:

  1. Respeito e admiração, sem medir nossas virtudes e defeitos? PERFEITO...
    Lindo texto!!!

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  2. profundo... sentimental...maravilhoso...adorei!

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  3. Grande Adolpho...

    belas e sábias palavras!

    já virei habité.

    abraço!

    Verídico

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